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Apixabano: como renovar a receita online

O apixabano é um anticoagulante oral usado para reduzir o risco de formação de coágulos em pessoas com fibrilhação auricular ou com antecedentes de trombose venosa. Em Portugal está sujeito a receita médica e não é dispensado sem ela, nem sequer a quem o toma há anos. Esta página explica uma coisa apenas: como pedir a renovação da receita através da Minha Receita, sem se deslocar e sem marcação. O pedido é feito por formulário, não há videochamada nem telefonema. O médico responsável, Dr. Damian Wojno, médico a exercer na Polónia, licença profissional n.º 3211301, analisa a informação clínica que enviar e decide se pode ou não emitir o documento. Não encontra aqui doses, esquemas de toma nem indicações sobre como ajustar a medicação: essa informação pertence ao médico que o acompanha. Se está a tomar apixabano, não interrompa o tratamento por sua iniciativa enquanto aguarda resposta.

O que é o apixabano e porque exige receita médica

O apixabano pertence ao grupo dos anticoagulantes orais diretos. É utilizado sobretudo para reduzir o risco de acidente vascular cerebral em pessoas com fibrilhação auricular não valvular e no contexto da trombose venosa profunda e da embolia pulmonar. Em Portugal é conhecido pela marca Eliquis e, consoante a disponibilidade, por versões genéricas identificadas pelo nome da substância. É um medicamento sujeito a receita médica e nenhuma farmácia o pode dispensar sem ela. A razão é clínica, não burocrática: um anticoagulante altera a coagulação do sangue, e manter, alterar ou suspender o tratamento depende de fatores que só um médico consegue avaliar, entre eles a função renal, o peso, a idade, os outros medicamentos em curso e o motivo pelo qual o tratamento foi iniciado. Por isso não respondemos a pedidos de apixabano sem receita e não indicamos formas de o obter fora do circuito farmacêutico. Se procura essa informação, a resposta honesta é que não existe caminho legal para isso em Portugal.

Como funciona o pedido de renovação

A renovação começa com um formulário. Indica os seus dados, o medicamento que já toma, há quanto tempo o toma, quem o prescreveu pela primeira vez e o motivo do tratamento. Pedimos também que descreva alterações recentes de saúde e os outros medicamentos que esteja a tomar, porque é essa informação que permite decidir. Anexe documentação clínica sempre que a tiver: receita anterior, relatório de consulta, análises recentes. Num anticoagulante estes documentos pesam muito, e a falta deles é uma causa frequente de pedidos de esclarecimento ou de recusa. Depois do envio, o Dr. Damian Wojno analisa o caso. Se faltar alguma coisa, entramos em contacto por e-mail. Não há videochamada, não há marcação e não há sala de espera. Também não há garantia de emissão: o pedido pode ser recusado, e essa possibilidade faz parte do serviço, não é uma falha dele.

O que recebe: receita transfronteiriça em PDF

Se o pedido for aprovado, recebe por e-mail um ficheiro PDF com uma receita transfronteiriça, emitida ao abrigo da Diretiva de Execução 2012/52/UE. Convém perceber o que isto é e o que não é. É um documento emitido por um médico a exercer noutro Estado-Membro da União Europeia, sendo a Minha Receita operada pela MEDINOW Sp. z o.o., uma sociedade polaca. Não é uma receita do Serviço Nacional de Saúde: não tem código de dispensa, não está associada ao seu número de utente e não aparece na aplicação do SNS. Imprime o ficheiro e apresenta-o na farmácia com o seu documento de identificação. A decisão de dispensar pertence ao farmacêutico, que pode aceitar o documento e pode também recusá-lo. Nem todas as farmácias estão habituadas a este tipo de receita, pelo que vale a pena telefonar antes de se deslocar. Dizemos isto desde já porque é a diferença entre uma expectativa realista e uma deslocação inútil.

Pagamento, recusa e situações que não passam por aqui

O pagamento cobre a consulta, ou seja, a análise do seu caso por um médico. Não cobre a emissão de um documento, porque essa emissão depende de uma decisão clínica que ninguém pode prometer à partida. Se o médico recusar por motivos clínicos, devolvemos o valor pago. Se o pedido não avançar porque não enviou a documentação solicitada, a consulta considera-se realizada e o valor não é devolvido. Esta distinção consta do nosso regulamento e repetimo-la aqui para que ninguém a descubra depois de pagar. Há ainda situações em que esta via não é adequada. Se nunca tomou o medicamento, se teve uma hemorragia recente, se está grávida ou se foi operado há pouco tempo, fale com o seu médico assistente. Perante falta de ar súbita, dor no peito ou hemorragia que não cede, contacte o 112 ou dirija-se a um serviço de urgência. Para dúvidas que não sejam urgentes existe a linha SNS 24, através do 808 24 24 24.

Revisão clínica: Dr. Damian Wojno (Ordem dos Médicos da Polónia, secção de Olsztyn, licença profissional n.º 3211301) · Atualizado em · Linhas editoriais · Operador: MEDINOW Sp. z o.o.. Conteúdo informativo; não substitui a consulta nem o folheto informativo do medicamento.

Perguntas frequentes

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